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sexta-feira, 29 de julho de 2011

142. Benditos são o enlutados - Eugene Peterson


Impressionantes enchentes de lágrimas, torrentes delas,
corroem os canais cruéis, expondo
camadas de vida há muito esquecidas
estendidas por décadas tranquilas:
Beleza de terras estéreis. O mesmo sol
que decora cada dia com cores
de riachos e plataformas, também mostra
toda velha cicatriz e talho de lamento.
O pranto leva as ferida
e as deixa expostas para serem curadas,
o que sempre leva uma época ou duas.
Nenhuma dor é feia no tempo passado.
Sob a misericórdia, todo ferimento é uma ligação
fóssil na grande cadeia transformadora.
Orações de pá e de enxada frequentemente
os torna em vales de morte.

Jesus disse: “Vocês são benditos quando sente que perderam aquilo que tinham por mais precioso. Somente então vocês podem ser abraçados por Aquele que lhes é mais precioso”. Mateus 5.4  


 (de Um ano com Eugene Peterson. Editora Palavra. p. 194 - 
 meditação de 26/07)

terça-feira, 26 de julho de 2011

141 - O fora que você merece



Você já se interessou por alguém e depois esse alguém se desinteressou por você? Estava indo tudo bem, mas o alguém sumiu. Então, você vai desconfiando aos poucos, e você entende o que aconteceu.

Comigo também já aconteceu. 
E ficamos chateados. Com a sensação de que fomos enrolados. Que tomaram do nosso tempo. Por que não nos dizem logo que perderam o interesse?

Mas eu me pergunto se realmente gostaria de sinceridade nesse caso. E como gostaria que essa sinceridade fosse expressa para mim.

Pude pensar nisso melhor quando eu ocupei o lugar do alguém que se desinteressou.

Passei mais de vinte dias procurando as palavras certas. Com um pensamento único: eu vou dizer! Seguido de: eu não sou homem (que adora enrolar a gente). Quero agir corretamente com esse rapaz... mas o que dizer?

Uma coisa é certa, só pessoas bacanas despertam em nós essa preocupação de não magoá-las. Porque quando desinteressamos de uma pessoa não-bacana, é porque descobrimos isso a seu respeito e temos um defeito que torna justificável o desinteresse. Mas quando a pessoa é bacana não. Não deu. Questão de química. Mas como dizer isso sem fazê-la se sentir inferior, ou culpada?

Saberemos dizer, se soubermos resolver isso dentro de nós. Entender que aquela pessoa tem algo que nos agrada, mas não para um relacionamento amoroso. E que ela é digna do nosso respeito e da nossa clareza. Além disso, que ela não é mesmo inferior. Só alguém como nós. Interessada em encontrar o amor, que não está em nós.

Depois disso, dizer: vamos ser amigos não soa falso ou clichê. Mas é o melhor rumo para esse relacionamento. E isso traz felicidade. Por ser honesto, leal, e vantajoso, porque fazer amizades sempre é.

E foi assim que aconteceu.

Confesso que comecei com duas desculpas. Até que ele me disse que já tinha entendido o que tinha acontecido. Eu me rendi. Concordei dizendo que isso era muito chato. Ele respondeu com um pois é, fazer o q? Pedi-lhe perdão por não ter tido essa conversa antes, que odeio enrolar as pessoas. Ele disse que eu não o enrolei, que a vida é assim. E concordamos em tentar sermos amigos. E a conversa continuou...

Consegui cumprir o que tinha em meu coração. Grata a Deus pela clareza de pensamentos, e a compreensão que recebi. Isso é resposta de oração.

Não foi a primeira vez que consegui resolver assim. Sempre venho tentando. Porque há uma voz que me incomoda sempre a resolver questões de relacionamento.

Acho que isso é ser cristão.

Talvez não haja necessidade de dizer diretamente. Vai depender até que ponto você demonstrou interesse. Se foi só aquele interesse de leve, dá para ir conduzindo isso para a amizade. Se saíam, continuem saindo, mas chame a galera. Se se falavam muito, talvez falem um pouco menos, mas assuntos diferentes. 

É necessário avaliar qual surtirá um efeito mais benéfico para a pessoa. Não fuja de uma conversa se sente que ela precisa disso.

O importante é se colocar no lugar do outro. Ser legal. Ser educado. Preocupar-se. Respeitar. Ser honesto.

E ser humilde, acima de tudo.

O mundo dá tantas voltas. Se tudo que eu falei acima não foi convincente, pense que você não sabe que volta o mundo dará. Talvez o desinteresse seja em virtude de aparência, ou diferença cultural, religiosa, sei lá! Nada disso é imutável. Tudo pode acontecer. Interesses podem ressurgir.

Transformar um desinteresse em uma verdadeira amizade é mais vantajoso e inteligente que alimentar uma futura vingança! 

Ah, e peça graça e sabedoria para Deus. Relacionamentos bem resolvidos só Ele tem a fórmula certa e infalível

quarta-feira, 22 de junho de 2011

139. (Meu) Salmo dos 30

1. Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus (139:17a)
2. A tua face, Senhor, buscarei (27: 8b)
3. O dia é teu, e tua também é a noite (74: 16a)
4. Graças à tua luz, vemos a luz (36:9b)
5. Senhor, meu Deus, ilumina os meus olhos (13:3b) e
6. Desvia os meus olhos das coisas inúteis (119:37a)
7. Livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome (79:9b)
8. Não permitas que o meu coração se volte para o mal (141: 4a)
9. Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável (51:10)
10. Dize à minha alma: “Eu sou a sua salvação” (35:3b),
11. eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você (32:8)
12. Senhor, és tu que garantes o meu futuro (16:5b)
13. Que a minha oração chegue diante de ti; inclina os teus ouvidos ao meu clamor (88:2)
14. De manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança (5:3b)
15. Espero no Senhor com todo meu ser, e na sua palavra ponho a minha esperança (130:5)
16. Na verdade, sei que o Senhor é grande (135:5a)
17. Do Senhor é a terra e tudo que nela existe, o mundo e os que nela vivem (24:1)
18. O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra (121:2)
19. Ele tem prazer no bem-estar do seu servo (35: 27b)
20. O Senhor dá força ao seu povo; o Senhor dá ao seu povo a bênção da paz (29: 11)
21. Quando o Senhor Deus restaurar o seu povo (14:7b e 53:6b)
22. Provem, e vejam como o Senhor é bom. (34:8b)
23. Derrame diante dele o coração (62:8b)
24. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe (67:1a)
25. Assim como os olhos dos servos e das servas estão atentos aos olhos de seus senhores, também os nossos olhos estão atentos ao Senhor, ao nosso Deus. (123:2)
26. O Senhor lembra-se de nós e nos abençoará (115:12a)
27. Sei que o Senhor defenderá a causa do necessitado (140: 12a)
28. Descanse no Senhor e aguarde por ele com paciência (37:7a)
29. O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria (30: 5b)
30. Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor. (27: 14)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

136. O roubo do capacete

(Clica na música e deixa rolando enquanto você lê o texto)


Sou dona do meu próprio nariz...
Nasceu comigo... É meu, oras!¹

Pelo menos o meu nariz é meu. E espero que ele continue sendo. Que ninguém ou nada o tire de mim. Mesmo que ele não seja muito bonito. Mas é MEU. Exclusivamente MEU.

Ai como é triste pensar em perder o próprio nariz! Uma das melhores coisas que já me aconteceu na vida, foi ser dona do meu próprio nariz (agora sim, metaforicamente falando). E isso dá trabalho. Muito trabalho mesmo. No meu caso, só com trabalho é possível manter esta posição na vida. E, mesmo que a gente se canse da rotina laborativa, sempre há um sentimento de gratidão porque através do “suor do nosso corpo”, podemos ter tantas coisas desejadas e necessárias.

Depois do primeiro salário, leva certo tempo para se acostumar com o poder de pagar pelo que sonhamos. Comprar sem dar satisfações.

E as coisas que vamos adquirindo tornam-se parte da nossa vida. Algumas até como um ente querido. Com nome, apelido, carinho, um cuidado especial. A gente acaba se apegando. Não a todas, é claro. É tão boa a percepção de que somos donos de tantas coisas legais das quais gostamos muito. Não importa qual situação nos levou a obtê-las: necessidade, vontade, persuasão...

E por isso, até o rápido pensamento de perder as nossas coisas nos causa dor. Sempre dói, muito ou pouco. Lamentamos quando foi por descuido. Ficamos chateados quando elas quebram. E nos revoltamos quando alguém as toma de nós. Não é justo, pensamos.

É o que tenho pensado desde que me levaram o segundo capacete. Duas vezes, situações parecidas. Moto trancada com cadeado, passado por cima do banco. Na primeira vez, foram mais “gentis”: destrancaram o cadeado, tiraram o capacete, e trancaram de novo. A moto estava na rua e “só” levaram o capacete. Na segunda, foi dentro da minha igreja. Puxaram o cadeado para trás, arrombaram o banco, e levaram o capacete. E aos poucos fui descobrindo que levaram também minhas ferramentas, luvas, e hoje descobri: o casaquinho que eu mais gostava. É mole?!

Foi hoje pela manhã que descobri do casaquinho. Fui trabalhar digerindo essa perda. Eu já tinha praticamente aceitado perder o capacete, e até comprado outro. Mas essa roupa?! Ah não! Eu gostava tanto dela!

Fui, no meu longo caminho para o trabalho, pensando nisso com muita raiva. Eu e ela -  minha moto - com “quem” sempre penso na vida. E em meio a todo aquele sentimento de raiva, fiquei pensando por que essas coisas acontecem com a gente. É para eu aprender o quê?

Lógico, que primeiramente, a não deixar mais nada dentro do banco da moto. Sempre que possível, deixá-la em algum estacionamento... Tomar mais cuidado.

Mas, o que mais me incomodou, foi o fato de só sentir falta da blusa três semanas depois. Até tinha pensando nela antes, mas como não tinha achado, usei outra. E me lembrei da minha gaveta de agasalhos – abarrotada.


Sobre duas coisas tenho pensando a partir desses ocorridos.

A primeira é quanto ao meu apego às coisas. Tenho me percebido talvez apegada demais. Achando isso fruto da maturidade, cuidando mais do que tenho, dando mais valor.

É isso sim, eu sei. E até certo ponto não há nada de mal em se apegar. Mas, até CERTO ponto. O ponto em que você consegue identificar que mesmo que venham do “trabalho de suas mãos”, as coisas que temos nos foram dadas por Alguém que não só nos dá todas as coisas, mas que nos ajuda a mantê-las. Percebi certa neura da minha parte em manter as minhas coisas. E vi que não dá para ter controle total disso. É tentar equilibrar (o meu) cuidado e confiança (nEle).

Entendi que preciso desapegar. Saber quer as coisas não vão mesmo durar para sempre. Pode acontecer. Devo tratá-las com cuidado necessário para que isso aconteça. Mas, caso contrário, entender que isso faz parte da vida.

A segunda, diz respeito ao acúmulo. E a imagem que me vem à mente quando penso nisso, é a minha gaveta que não cabe mais agasalhos. São bonitos e legais, mas eu não preciso de todos eles. E pior, que não ando acumulando só agasalhos. Confesso: eu gosto de ter.

Dias após o segundo furto, assisti a um filme com meus alunos passado pela professora de História, em que a personagem principal era uma garotinha judia que fugia dos nazistas. Ela teve que roubar para não morrer de fome. A cena foi como um despertar. Pensei na pessoa que me roubou o capacete. Aaah, eu ainda sinto muita raiva! E sei que não é justo, não é correto, é ilegal, e não é moral. Mas, sei quem me roubou além de criminoso, é vítima desse sistema em que vivemos. É vítima do nosso acúmulo. Esse acúmulo que concentra muito nas mãos de poucos, e priva a tantos outros.

Eu sei que a gente não faz por mal. E sei que somos só a gota d’água. Que o problema é bem maior. Que não damos conta de tantas demandas. Eu não dou! Mas dá para doar uns agasalhos ali. Comprar menos e investir mais em pessoas. Ajudar instituições... E por falar nisso, a Visão Mundial, por exemplo, nos possibilita ajudar. Sabia que com R$ 40,00 por mês, você pode apadrinhar uma criança e ajudar e muito a mudar a vida dela? Sejamos sinceros, esse valor pode pesar para alguns, não estou falando de sacrifícios. Mas, muitos dos meus amigos gastam mais que isso em um único fim-de-semana.

A gente precisa pensar nisso!
Eu to pensando. Mesmo!

E, não é porque eu escrevi aqui, que sou perfeita em praticar. Escrevi porque sei onde estou falhando.
Na verdade, não é de hoje que eu sei. E não é de agora que tudo vai mudar

E eu vou continuar (infelizmente) perdendo coisas.

Só não quero perder, como diz Anitelli, “a coragem do meu coração”.

Nota:
¹ Inspiração: Comunidade do Orkut de que gosto muito.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

128. Oração

Tenho pensando demais a respeito da minha prática teológica. Sei lá, se posso chamar disso. Mas se fosse em outras épocas, diria de cara: vida cristã. Tenho pensado demais em terminologias. Deve ser que é bom pra mim, pensar nisso tudo. Só não quero perder a simplicidade. Sempre foi a minha forma de ser mais próxima das pessoas: saber interpretá-las e ajudá-las a simplificarem os próprios pensamentos. Nada pensado. Acontece, eu acho massa. E peço a Deus pra que continue me ajudando a ajudar assim.

Mas alguns temas para mim têm se embolado nesses últimos dias. E não estou achando bom, porque estou ficando meio perdida. Não têm me levado a ser uma pessoa de mais fé. Têm atrapalhado um pouco meus momentos devocionais. Mas eu sei que é um processo no qual estou aprendendo. Não quero descartar. Quero pensar a respeito até ter paz.

Por isso esse texto. Uma ajuda para processar as coisas.

Desses temas, a oração.

Eu gosto tanto de orar. E quando quem não sabe orar me pergunta como fazê-lo, eu sempre respondo que é falar com Deus. E não é? É, não é? Para mim, é e ponto. Sempre foi simples assim. Então, não me venham complicar!

É. Há exageros para todos os lados, eu sei. Há quem não reflete sua vida devocional. Mas há quem reflete demais. Os dois são complicados. E talvez, ambos ritualísticos demais. Porque até que só sabe criticar uma religião cheia de regras, acaba criando outros ritos pela falta deles. É um pensamento meio longo. Não vou explicar agora, mas posso explicar para quem quiser.

Oração fica mais simples para mim pensada sempre como conversa, como diálogo. Na verdade, por causa da nossa imperfeição, provavelmente, mais monólogos. Sei que a gente fala mais com Deus que se dispõe a ouvi-Lo. Mas Ele sabe que somos assim. E é por isso mesmo que temos coragem de chegar para falar com Ele. Sabemos que somos amados por Ele.

Disseram-me que a gente ora quando sente saudade de Deus. E não foi um “gospel”, não mesmo! Há, preocupei! Aliás, isso tá martelando na minha cabeça até agora. Porque eu quase nunca sinto saudades dEle. Não é porque eu queira ser crente demais, essas coisas. Mas é porque na minha cabeça, Ele está sempre presente. Está comigo em todos os lugares. Em todo momento. Eu sei, eu sei que a gente se afasta. Que sempre estamos em falta. E não estou criticando o termo saudade. Estou só preocupada comigo. Eu deveria sentir saudade de Deus?

Deveria e não deveria na minha concepção. Deveria porque isso nos faz voltar para Ele. E não, porque saudade para mim é quando a gente fica muito tempo sem encontrar alguém. Então...

Então, oração é parte e reflexo do nosso relacionamento com Deus. Para mim, funciona como nos outros relacionamentos. É conversar. Pode ser longo. Pode ser curto. Uma verborragia só. Ou ser só silêncio. Pode ser confuso. Ou organizado. Um pedido de socorro, ou vários outros pedidos. Pode ser uma até lista de pedidos. Pode ser só agradecer. Pode ser tudo isso junto. Só não pode ser só uma delas. E só não pode deixar de ser.

Oração é comunhão.

Como boa presbiteriana que sou, um hino:

               Preciosas são as horas na presença de Jesus
              Comunhão deliciosa da minh'alma com a luz
              Os cuidados deste mundo não me podem abalar
              Pois é Ele o meu abrigo quando o tentador chegar.

              Se confesso meus temores, toda a minha imperfeição.
              Ele escuta com paciência essa triste confissão.
              Com ternura repreende meu pecado e todo o mal
              Ele é sempre o meu amigo, o melhor e mais leal.

              Se quereis saber quão doce é a divina comunhão 
             
Podereis mui bem prová-la e tereis compensação 
             
Procurai estar sozinhos em conversa com Jesus 
             
Provareis na vossa vida, o poder que vem da cruz.


                                                                                             É isso ai que eu penso.

sábado, 10 de abril de 2010

117. (Minha) Carta do Som do Céu 2010



 O Som do Céu (SDC) é um evento musical que acontece no acampamento da Mocidade para Cristo (MPC), em Belo Horizonte, sempre na páscoa, e já está na sua 26ª edição.
Tem apresentações artísticas de cristãos evangélicos como: Vencedores por Cristo, João Alexandre, Nelson Bomilcar, Jorge Camargo, Guilherme Kerr, Grupo Logos, Rebanhão, Banda Azul, Carlinhos Veiga, Banda de Boca, Carol Gualberto, Crombie, Expresso Luz, Gerson Borges, Golgotha, Gladir Cabral, Josimar Bianchi, Amart, Sal da Terra, Sondafé, Telo Borges, Roberto Diamanso, variando suas presenças em cada ano.
Este foi o segundo ano em que tive a oportunidade de ir . E a mesma sensação do ano passado, de estar realizando um sonho. Eu já conhecia o SDC e já tinha CDs comemorativos de algumas edições. Conhecia também o pastor Marcelo Gualberto, organizador do evento, desde o NaUPA/96, e depois sua posterior visita a nossa igreja. Queria muito ir. E, graças a Deus, fui. E se Ele permitir, quero continuar indo.
Ir ao SDC é um deleite para nossa alma. Assistir de perto tanta coisa boa. Ficamos impressionados com a riqueza artística cristã evangélica. Há muita gente talentosa em nosso meio, e nós, muitas vezes, nem conhecemos. Gente que tem produzido uma arte que demonstra os valores do Reino, de uma maneira tão bela, criativa e aprimorada, que atrai e fascina não só a nós, conhecedores do Rei, mas daqueles que estão perdidos sem Ele.
Ano passado fui sozinha, provavelmente, a única desta cidade. Vários momentos remetem a várias pessoas daqui que poderiam estar lá também.
Mas, neste ano, eu fui acompanhada. Alguém para chegar aqui e poder relembrar junto os bons momentos vividos lá. Foi Thaís. Minha prima, irmã, companheira de trabalho, de lutas, planos e sonhos.
E isso foi um grande presente. Porque quando estamos imersos naquele universo de tantas novidades, tantas coisas boas, sentimos vontade de ter aquilo para nós também. Vivê-lo no dia-a-dia. O SDC é um EVENTO, não dura para sempre. O que temos conosco é a lida diária.  Os bons momentos vividos lá são uma fonte de inspiração para dia a dia vivermos artisticamente. Na nossa correria e confusão. O que na verdade queremos mesmo, não é viver ali para sempre. É fazer daquilo possível aqui. E nem fazer da nossa realidade aquela de lá, mas incrementá-la.
E a melhor sensação é a do pertencimento. Eu faço parte de um grupo que me possibilita desenvolver muitas das habilidades assistidas ali. Isso não permite ficarmos tristes quando o evento acaba. Antes, faz-nos ter saudade e pressa para voltar para casa.
Além do despertamento artístico/cultural promovido pelo SDC, e tantos outros, há nos exemplos de vida ali, um que me falou muito. Foi o do pessoal do “Sal da Terra”. O Ministério Banda Sal da Terra tem o objetivo de alcançar almas para Cristo e uma maneira muito especial para isso: levar a palavra de Deus de maneira bem nordestina, crendo que Deus inventou a cultura nordestina para ser usada na adoração e louvor dEle.
Um refrão de uma de suas músicas (Coração Nordestino**) tornou-se minha cantiga diária. “Vem, Jesus, liberte o coração do nordestino,/Do homem, do menino que nasceu aqui! / Vem, Jesus, transforme, mude sua história/ Faz ele feliz!”
A lição é a percepção deles de que “...Jesus morreu também pelo Nordeste/ Pelo Sertão, pelo Agreste, pelo sanfoneiro/ Pelo homem sem escola, homem sem vitória/
Pelo violeiro.” **
Na escola em que trabalho, no bairro Cidade Industrial, tenho tentado me lembrar dessa banda que não resmunga pela pobre condição do seu povo, mas acha e leva graça e Graça, para o contexto social que vivem. Buscam ser o som do céu no barulho caótico da sociedade perdida sem Jesus.
Tenho cantado: Vem, Jesus, liberte o coração do norte-mineiro. Do homem do menino que nasceu aqui. Vem, Jesus, transforme, mude sua história, faz ele feliz!
E que Ele tenha misericórdia de nós, dê-nos a graça e o privilégio de sermos usados como instrumentos preciosos em Suas mãos. Que nossas vidas sejam melodias inegáveis do amor dEle, e que o som produzidos por nós seja sempre proveniente do céu.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

112. Para encerrar o culto doméstico a gente sempre cantou

Eu só confio no Senhor 

Composição: John Willard Peterson


Eu só confio no Senhor,
Que não vai falhar.
Eu só confio no Senhor,
Sigo a cantar.
Se o sol chegar a escurecer,
E o sol toldar,
Eu só confio no Senhor,
Que não vai falhar.


Posso confiar, posso confiar
Que um lar no céu
Cristo vai me dar


Se o sol chegar a escurecer,
E o sol toldar,
Eu só confio no Senhor,
Que não vai falhar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

107. Tudo (ou nada) pode acontecer

        Um pouco insatisfeita da vida, confesso, tenho andado meio sem rumo. Sem vontade.

Mas ontem acordei com uma idéia na cabeça, baseada em Filipenses.
Fiquei pensando em Paulo na prisão, e escrevendo pra gente se manter alegre. 
Alegrai-vos no Senhor!
E orei pedindo a Deus isso, a alegria que vem dEle, aconteça o que (não) acontecer.


 E ela, a minha Linda com quase 13 anos (ohhh God!), sempre, simplesmente pontua os meus óbvios que eu (quase) não consigo ver. Pra ler melhor, clique na imagem



Lendo Filipenses ainda. Devo ter mais pra falar depois.


Trilha sonora: 
"Seu universo tão pequeno
Espaço suspenso no ar
Viveu a vida inteira aprendendo a esperar
 E canta sua esperança
Deixa a tristeza pra lá
Quem sabe ainda hoje seja livre pra voar"


(Crombie: O passarinho e sua esperança)


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

105. Oh meu Senhor, responda-me....*

* Frase da música Obreiro Aprovado do Grupo Logos

Tenho pensando muito a respeito de testemunho cristão, essas coisas. Tenho pedido Deus ajuda a todo instante. E tenho errado tanto...


É tão mais fácil quando se está feliz e sorridente. E ser amável é algo tão natural, e você sorri a abraça a todo mundo. E encoraja as pessoas. E consegue ouvi-las e opinar. E é paciente. E bom. E amigo, e gente boa.

E não é fácil quando você está triste, chateado, nervoso e ansioso. Sem um pingo de paciência. Sem condições de ouvir os outros, porque suas dores gritam tão alto, que te enlouquecem, e você simplesmente tem que abafá-las, e continuar sorrindo e encorajando as pessoas, só não se sabe com qual coragem.


É difícil testemunhar de Jesus nos dias de tédio. Tratar as pessoas bem quando você não anda nada bem. Ser amável quando o amor já nem sorri pra você. Mas é no tédio mesmo que eu tenho que demonstrar que sou diferente, que tenho Jesus na vida, que por causa dEle, tudo tem sentido.

É justamente nesses dias que temos que testemunhar.


Eu sei que é assim. Só pergunto como.
Eu sinceramente não sei mais. Não tenho conseguido mais. Parece que tá tudo emperrado. E eu só cometo erros, e machuco as pessoas.

Depois de ler Salvos da Perfeição estou lendo a história do Simonton, contada pelo Rev em "Mochila nas costas e diário na mão". Vejo Simonton, abrindo mão de tudo para vir ao Brasil aos 26 anos falar de Jesus, e tem me impactado muito.

Mas, a minha pergunta diária pra Deus tem sido: Como ser cristã nessa minha rotina? E de alguma forma, eu já tenho as respostas. Mas o que eu não consigo é praticá-las.

Essa minha rotina...

O sono que me impede de levantar um pouco mais cedo para me preparar direito para ir trabalhar. O coração triste e incompleto. O pagamento atrasado. A fatura vencendo. O calor. A gripe. Os relatórios. O PGDI. A corrida que não fui. O doce que comi a mais. A net. O silêncio. Os planos de aula. As provas pra corrigir. A cobrança pra tentar concursos. Os Tps pra estudar. A escala do louvor. O grupo de estudo. Meu avô na casa da minha tia. As fotos pra galera. Os vácuos. Os emails pra responder. Ensaio do Shalom. As músicas para o Shalom. Os homeworks. Pessoas, pessoas, e pessoas. Minha mãe. Meu pai. A bolsa que não sai. A amiga triste. A consulta. A psoríase. O aluno querido que não se emenda. As orações. Será que as pessoas não percebem que não posso falar agora? E "você", custa você falar comigo agora? ... .... ....


Eu sei que essa é só uma rotina dentre tantas outras corridas. E isso me faz lembrar uma música do Logos, daqueles textos que eu gostaria de ter escrito.


No Seu Amor – Grupo Logos

A luz se apagou, eu vou dormir

carregando ainda a minha dor.

Quantos dias mais?

Quantas noites mais?
Até quando estarei assim?


Chego a pensar, se bom será
Ver um outro dia amanhecer.
E continuar a me ver aqui...

Eu preciso sustentar meu coração.

Eu sei.
Eu sei que sou mais um na multidão.
Mas, eu creio ainda no Senhor que
me
fez e sabe como eu sou.

Eu sei.

Eu sei, que Ele cuidará de mim.

Seus olhos me vêem, assim como estou.
Mesmo no escuro, sinto-me seguro.

Estou no Seu amor...
e fim.

terça-feira, 17 de abril de 2007

36.Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo.(Última carta de Olga Benário aos seus queridos)

Seria o mesmo que dizer?

Seria o mesmo que dizer.

"Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé." (NLH)
Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. (NVI)
Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.(RA)
I have fought the good fight, I have finished the race, I have kept the faith.(NVI)

(2a carta de Paulo ao seu amigo Timóteo, capítulo 4, versículo 7).


O mundo está confuso, mudado.
Ouço:
Atirador mata 32 pessoas antes de se suicidar em uma Universidade dos EUA.
IBGE reconhece pela primeira vez família de pessoas do mesmo sexo.
Novo tipo de sequestro no interior de São Paulo em que a vítima vai ao cativeiro e se tranca.
Afirmaçoes como: "Gente... o que seria da corrupção sem a lei? " (Arnaldo Jabor)

Sei lá!

Essas eu ouvi AGORA.

Não tinha assisitido "Olga" ainda.
Assisti.

E ai?
A gente sabe a que veio?
Se souber aguenta firme até o final. Sabe em que investir tempo, dinheiro, energia, sentimentos, força, raciocínio...

Qual sofrimento é insignificante, ou, escolher pelo que sofrer de verdade. (Pois é, Missão 2006).
Que que eu tô fazendo aqui???
Lázaro Ramos, no Jô, fala que estudou Patologia por 2(?) anos, para ter direito a fazer o curso gratuito de teatro, que só era oferecido a quem cursava ou Patologia ou Desenho Industrial.

Muito sofrimento no filme.
Nada diferente da realidade. As notícias estão ai.
O sentimento de "mudar o mundo" ainda persiste.
A retaliação também. A dominação. O controle da ordem. E a força para reprimir qualquer manifestação contra.

"Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte."