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sexta-feira, 30 de julho de 2010

126. Perguntaram-me o que significa ABUB

http://www.abub.org.br/compartilhe/informativos/blog-abub/2010/07/perguntaram-me-o-que-significa-abub#comment-94

                       Escrito por Flávio Américo da ABU Natal

                       meu grande amigo

Texto lido na noite da região nordeste no CN 2010

Gosto muito do início das “Desventuras em Série”, de  Lemony Snicket, pseudônimo de  Daniel Handler, pelo o fato de que eu, que não perdi os meus pais, realmente não saber o que sentiram as crianças Baudelaire quando perderam os delas, dando início à sucessão de coisas ruins nessa história. Quando dizemos “entendo” diante do sofrimento ou alegria de alguém, fazemos isso por educação, por gostarmos de quem nos fala ou por associação com um sofrimento ou alegria que tivemos e que julgamos parecidos com o experimentado pelo outro. Entretanto, nunca sinto o que o outro sentiu, apenas me alegro ou sofro “indiretamente”. Uma pessoa empática se alegra com o casamento de um amigo, mas ainda acho que uma pessoa, por mais empática que seja, não deixaria de se casar por achar que a alegria de ver seus amigos se casando já é suficiente.
Algo semelhante acontece quando tentamos explicar a alguém o que é ABUB. Sempre escutamos um “entendo” um tanto chocho, pois tentamos usar coisas que ela conhece para explicar o que ela não conhece, como quando, diante da dificuldade de fazer o outro entender o gosto de algo, dizemos: “tem gosto de frango”. É necessário ser da ABUB para saber o que significa ABUB. Para aprender a nadar, como nos ensinou Ziel, é necessário nadar.
Atas são muitos ruins para se entender o que significa ser da ABUB, pois se limitam a dizer que Aracaju propôs tal coisa, Recife apoiou e o plenário aprovou. Atas nunca dirão coisas do tipo:
Acordamos com uma linda manhã de sol em Salvador. As baianas estão mais bonitas do que nunca. A ABU-Love está agindo, apesar dos vacilos do sacrossanto Sinédrio. Felippe Schmitt, como de costume, passou o café fazendo brincadeiras, entre elas, divertindo os novatos em CR com a famosíssima partida de futebol entre Antigo Testamento e Novo Testamento. Depois de bem alimentados com a culinária nordestina e satisfeitos de tanto rir com as piadas dos cearenses, tivemos um momento devocional, em que o nosso Obreiro, Felippe, fez uma excelente exposição bíblica. Felipe muito tem abençoado a região com seu esmero em expor e explicar o que o texto diz, fazendo um trabalho como poucos fazem hoje em dia. Dudu Baiano, como já deixa claro o seu nome de guerra, dirigiu a plenária com a voz de dormir em rede. Foi unânime a idéia de que o Senhor está agindo...
Mesmo os vídeos de CF, IPL ou qualquer outro evento são insuficientes para dizer o que é ABUB, o que são as deliciosas conversas, as transformações no caminhar, as coisas que Deus falou secretamente aos corações durante uma oração ou uma exposição. O que foi conversado numa Agenda Interior permanecerá interior para sempre.
Não cabem em textos, vídeos ou mesmo em conversas o que se passa no coração de alguém antes da parte prática em um IPL. Todo mundo fala em “zona de conforto”; deixá-la “são outros 500”. A parte prática do IPL é extremamente perigosa,uma vez que a parte prática não nos devolve quem enviamos, mas nos manda outras pessoas, completamente diferentes daquelas a quem enviamos.
As palavras, coitadas, não dão conta de dizer o que os olhos dizem ao coração quando vêem um ente querido de outra região. A ABU-love, ministério muito forte no Nordeste, não entra em vídeos, atas e relatórios, mas entra nas orações, nos sorrisos e, principalmente, nos corações. Como descrever o cheiro de uma menina conhecida na ABU? Como descrever o que é dar um chêro para quem não é da ABU-NE? A serenata é um mistério, mais do que um ministério. Elas sempre sabem que vão ganhar, eles sempre fingem que não vão dar. Mas, no final, é sempre uma surpresa. Elas provam o que Quintana nos ensinou, ao afirmar que Nada convém que se repita.../Só em linguagem amorosa agrada/A mesma coisa cem mil vezes dita. (Mário Quintana). Não tente entender, coloque sua cabeça na janela e olhe para aquele menino do Rio Grande do Norte, ou coloque força na garganta e cante para a menina da Paraíba.
No momento silencioso, Deus fala coisas que jamais se repetirão, mas que marcarão para sempre. Parafraseando Rubem Alves, eu diria que "Bom psicanalista é o silêncio reflexivo, sem nada cobrar, pelos sonhos de amor que nos faz sonhar".
E a Ceia na ABUB? Para mim, e sei que para muitos, é um dos momentos mais emocionantes da vida. Como é bom saber e cantar que “Cristo está presente aqui/Neste celebrar!”. Como é bom saber que “Quem serve o vinho e parte o pão/É o próprio Cristo ressurreto e nosso irmão”, que “O Rei da terra e céus é nosso anfitrião,/[que] Com vinho e pão nós celebramos comunhão.” Aí se unem a saudade e a esperança, pois, ao mesmo tempo em que celebramos, em memória, a morte dAquele que está presente, vivinho da silva, na celebração de sua própria morte, já choramos pelos amigos presentes que irão embora para suas respectivas cidades.
Só quem viveu essas coisas pode dizer um verdadeiro “entendo”. Qualquer outro apenas está usando coisas que conhece para falar de coisas sobre as quais não faz nem idéia. No entanto, precisamos chamar as pessoas lá de fora para cá. Acho que quando formos convidar alguém, devemos nos imaginar como avós contando histórias para netinhos, pois esses são os relatos que mais se aproximarão do que é ABUB, ou seja, as histórias de quando estivermos pós-graduados em saudade e com livre-docência em esperança, tornando presentes os ausentes, fazendo o tempo se ajoelhar ante a eternidade. Nossas histórias, embora saudosas, apontarão para frente, pois nos lembrarão que cantamos, entre choros, orações e abraços, que nós “logo vamos nos reunir/No grande encontro preparado que há de vir!/Na glória do Senhor,/Em todo o esplendor. Com amor, fé e esperança nós celebramos comunhão.

terça-feira, 20 de julho de 2010

119. Não cabem na medida do meu coração

Eu realmente mudei.
Eu não queria, mas agora quero.
E não acreditava, mas decidi.
E nem ligava, agora não paro de pensar.
E me pego tentando encontra você nos mais próximos
mas, era por você que eu esperava, é o que eu sinto
Mas cadê você, nao sei, e isso me mata.
Tola?
Crédula? 
Precipitada?
Ou tá tudo normal?
Eu nao sei, mas queria agora
Queria nao, quero.
Eu entendi que eu me decidi por você
e é você que estou querendo ao meu lado
seu amor
Amor, entende?
Amor.
Não uma empolgação, mas uma nova parceria
Meu
Meeeeu
M-E-U.
Amar você pra todo mundo saber.
A saudade é traiçoeira
Ela inflama o coração
E faz a gente encontrar escritos seus
E gostar mais ainda do que você é
Essa bendita didática da falta!
Pouco tempo de falta, eu sei
Mas é o momento meio indefinido
Ou nao tá?
Tá tudo certo? Tudo normal?
Tá?
Tá?
Tá?
Você é o mesmo que segurava minha mão?
Espero que sim
e que nunca a solte

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

65.O porquê do nariz de palhaço


Tem tudo a ver com o CF (Curso de Férias da Aliança Bíblica Universitária- ABU, da Região Centro Oeste- CO, que aconteceu aqui em Montes Claros- Moc dos dias 21-28 de julho).

É,
todos os congressos da ABU são fechados com a ceia. A gente sela ali muita coisa. E neste CF, não tinha um pastor no último dia. Fizemos então um memorial, para fechar.

Foi-nos pedido para pegar algum objeto, que serviria como um símbolo, algo palpável, que sempre nos remetesse àquela semana das nosssas vidas. Eu pensei, pensei... Fui até o quarto e peguei o meu nariz de palhaço. Reunimo-nos em grupo de quatro pessoas. E fomos explicar o porquê das nossas escolhas.

Quando eu disse para os garotos que estavam comigo que o CF pra mim foi "O Teatro Mágico", e o nariz de palhaço é a representação desse grupo que tem feito parte da minha vida, o Natan, que não estava no meu grupo, mas ouviu, sorriu e balançou a cabeça concordando. Ele, mais que ninguém ali, entendia o porquê.

O CF pra mim foi "O Teatro Mágico" porque foi um tempo de descoberta. E de eu ser descoberta por todos.
Quem me conhece sabe que nem cinco minutos de conversa, e você vai me ouvir falar deles. Dani Lima e O Teatro Magico é o encontro de almas gêmeas, digamos assim. Como se fosse a " soma de duas metades". Assim como a ABU. São coisas fora de mim que me trazem, que me refletem por dentro.

E quando o Natan me pediu para dar uma palestra e uma oficina, já a uma semana do CF, eu não percebia tanto o chamado de Papai do céu para reecontrar-me comigo, doando me toda a outros.

A palestra foi sobre o capítulo 2 do livro do Paul Freston "Neemias, um profissional a serviço do reino". Depois de tanto estudar, só consegui sistematizar o que falar, quando tudo saiu da minha mente e foi para o meu coração. Não era só entender, era sentir. Huuuum! VER, SENTIR E AGIR (Forum Jovem de Missão Integral -FJMI), foi esse o processo. E quando eu senti, coloquei tudo de mim, inclusive cantar uma musiquinha, da minha coleção de musicas da infância, que é frase do meu msn há uns dois meses: "Leia a Bíblia e faça oração se quiser crescer". Todos cantando em pé, e, fazendo os gestos. Algo tão simples para mim. Tão corriqueiro, tão de sempre, de costume da Tia Dani... e que marcou a galera. Virou uma das frases do CF.

A oficina era sobre Mordomia. Tinha que ter uma musica do Teatro. Claro que tinha. Pensei em uma... E, claro, dias antes do CF, pedi opiniões ao meu consultor-de-tudo-e-qualquer-coisa, para variar, Matheus, que me sugeriu cantar "O Anjo Mais Velho". Falei: "- Ah, Math! Acho que não!". Aham, tá bom! A ficha caiu, e pensei: "-Num é que ele tinha razão!". Então...

Aquele nariz de palhaço no memorial, fazia-me pensar em crer mais em mim. "A fé que você deposita em você". Sempre dependendo de Quem me faz ser completamente eu, meu Papai do céu.

Eu tinha desistido da musica. A idéia inicial era a gente ensaiar para apresentar na noite cultural, última noite do CF. Mas a oficina atrasou, a gente tava sem tempo, ninguém conhecia a música, e eu não queria impor minha vontade...

Por isso o Natan sorriu. Ele me ouviu falar que o CF foi O TM pra mim, e que na oficina eu já tinah desistido da musica... Mas a galera resolveu tentar, e em meia hora, tinhamos a musica e um jogral. Mais meia hora só pra acabar de ensaiar.

Por isso o nariz de palhaço. Porque me lembra O Teatro. E o Teatro me lembra a mim, que é bem a proposta deles. Mas não me sinto uma mera fã, se é que é que existe "mero" fã do TM. Mas Dani é arte. Corpo, alma e espírito. E essa arte do TM... essa coisa poética...

E todas as vezes que eu vir um nariz de palhaço eu vou me lembrar do CF. Assim, do Teatro Magico. O que significa dizer lembrar da coisa mais legal pra mim: eu apenas apresentei o TM para a galera. Apenas dei a idéia, e eles quiseram e fizemos. Apenas uma provocadora... Despertadora...

Também vou me lembrar de acreditar. De ter fé em mim. "A dor e a delícia" de ser eu mesma.

Nariz de Palhaço = CF

Ah, e foi tempo de cura! De esquecer das coisas que ficaram para traz. De desincucar, desapaixonar de certo mané. Ponto final num conto desajustado. Matar os personagens. Ele que já havia sido morto, e ela que tentava seguir em frente prologando momentos que pra ele só foram momentos.

E, quem ama se abre. Quem ama aguarda. Quem ama observa. Quem ama fica de boa. Quem ama sorri pra vida.

"Sol de primavera abre as janelas do meu peito...."

Nariz de palhaço = CF = O Teatro Mágico = coragem= autoconfiança = dependência = cura= descoberta= saudade, saudade, saudade.

Final da história:
Apresentamos a musica e o jogral na Noite Cultural. Foi o encerramento. Quer ver? Clica aqui:


(as letras das musicas estão ao lado das musicas)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

63.Romântico

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
Laços invisíveis pra quem?
Pra mim estão tão visíveis e lindos.
Uma noite mais que especial.
Se eu fechar os olhos eu sinto ternura.
Nessas horas é que Deus deixa pistas pra eu ser feliz

Gente que bonitinho, tô escrevendo colorido de novo!
êêêêêê

"ESQUECENDO-ME das coisas que FICARAM PARA TRÁS e avançando para as que estão adiante, prossigo para o Alvo". -Filipenses 3.13b e 14a

Sol de Primavera -Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos

Quando entrar setembro E a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão Onde a gente plantou Juntos outra vez Já sonhamos juntos Semeando as canções no vento Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha nos trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender Quando entrar setembro E a boa nova andar nos campos Quero ver brotar o perdão Onde a gente plantou Juntos outra vez Já sonhamos juntos Semeando as canções no vento Quero ver crescer nossa voz No que falta sonhar Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha nos trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de corSó nos resta aprender

Junho? Já era...
De julho em diante...
ihu!

sábado, 21 de julho de 2007

60.Tóimmnhomnhomnhomnhom


A centralidade em nós mesmos nos expõe a todo tipo de carências e conflitos.
José Miranda - Presidente da ABUB

Tá boooom! Tá boooomm!
Já sei que foi muito bem feito pra mim.
Táááá booooooooooooooom!
Pelo menos admito que tava mesmo olhando só pro meu umbigo

E quanto mais a gente olha pra gente...
Tá booooom!Já seeeeeei...
Melhor forma de esquecer nossa própria tristeza é ocupar-se da dos outros, eu sei.
Tô indo pro CF.
Quando eu voltar , eu conto...
Chora não que é só uma semaninha.
Quem sabe surpresinhas....
Ah! Pode esperar que o que não vai faltar é coisa nova pra contar.
E uma nova Dani mais nova ainda.
huuum