Você já teve alguém na sua vida que, provavelmente era um(a) amigo(a), com quem você gostava de conversar, passar horas em sua companhia, adivinhar pensamentos, linguagem especial de comunicação secretamente implícita? Assunto é o que não falta, vocês se entendem, e têm prazer nas meeeesmas coisas?
E pior, você se sente fisicamente atraído(a) por ela/ele, e tem certeza que vocês formariam o casal perfeito?
É sem dúvida alguém perfeito para você passar o reeeesto da sua vida. Velhinhos conversando sobre a vida. Ou até morrerem juntos como no filme Diário de uma paixão. Ai, suspirei agora! Eu amo muito aquele filme.
Então, você se dedica a esse relacionamento com todo afinco e esperança, que vai chegar o dia, em que em alguns dos seus vários encontros, vai rolar aquele beijo, e tudo, finalmente, vai se desenrolar. Seus sonhos finalmente se tornarão realidade. Finalmente! E, você merece. Você não merece menos que esse relacionamento perfeito, com essa pessoa per-fei-ta para você.
Bom, meu problema é que esse dia nunca chega, rs. A gente continua amigo até que a morte nos separe, rs. Ah não, sinto muito, mas estou ouvindo uma música que tenho que inserir aqui. É um sinal, rs. Olha só:
(...)
Quase um amor
Quase um caminho
Que me deixou
Quase sozinho
E quase que fiquei contente
E fui feliz pra sempre
No dia em que eu
Quase conquistei seu coração (Quase – Pato Fu)
É, as músicas sempre me ajudam.
Esses relacionamentos que temos, são os quase. E assim são, pelo que tenho observado, para não dizer, vivido, que essa nossa pretensa alma gêmea é sempre alguém cheio de rolos, complexa (um eufemismo). Alguém que nunca está disponível para viver o nosso (leia-se nosso: eu, você, as pessoas iludidas que vivem essa situação, e provavelmente, ou certamente, não ela, a pessoa amada por nós) tão sonhando e lindo amor.
E ficamos frustrados, pensando: - Mas poxa vida! Por que não eu? Por que não nós? Ia ser tão perfeito. Ele/ela é a pessoa ideal....
Dá uma raiva. Um disperdício de pessoa.
Pode ser.
Mas pode também não ser. Nós com nossa mania de idealização, confiamos que a garantia que teremos o relacionamento que nos fará realmente felizes, é nos relacionarmos como esses quase ( quase nós? Pois é!),
Depois de alguns quase, comecei a refletir em dois aspectos: na sensação de estar desperdiçando alguém no padrão do que desejo, e como então deve ser a pessoa certa pra gente.
E as conclusões que tenho chegado são:
Não há desperdício. Não é quase um amor. É um amor. Um amor lindo, verdadeiro, e que provavelmente, nunca irá acabar. Aquele amor chamado amizade. E que não devemos deixar passar em vão. A gente tem que se agarrar a esse amar e cultivá-lo. Ser grato, porque é um presente. Quando percebemos isso não há chateação pela pessoa ser enrolada e não desenrolar para o nosso lado. Nos permitimos só viver esse relacionamento.
E, tenho concordado com um texto famoso da net, atribuído ao gordinho do meu coração: Luís Fernando Veríssimo, mas que não sei ao certo se é dele. Chama-se A pessoa errada. Muuito conhecido, e pode ser conferido no final desse post, clicando no videozinho. (Mas não pule até lá ainda, please!)
Por melhor que seja um quase, é quase.
E normalmente, porque não se desvencilham e se tornam aptas para serem nossas? E apesar de tudo que um quase é, o que queremos mesmo não é alguém disposto a nos assumir. E, será que somos tão especiais assim, que só porque é conosco o quase deixará de ser uma pessoa enrolada? Huum, talvez o meu problema seja minha baixo auto-estima ou pouca fé para crer.
Então, voltando a pessoa não-quase, penso que não há fórmulas. As fórmulas são para os quase.
Provavelmente não vai ser uma relação segura – se é que existe, e estável como com um quase, mas poderá ser tão especial, preenchedora, feliz e sintonizada. E principalmente, surpreendente e desempedida. Aquela pessoa que a gente seeempre sonhou.
Agora, deixo o gordinho, ou seja quem for o autor, encerrar o texto (e não o assunto) por mim. Façam bom proveito:

